Tatuagem fala antes de você.
Fala no aperto de mão, no metrô, no braço descoberto, no primeiro encontro, na reunião, no balcão do bar. Às vezes fala o que você queria. Às vezes fala o que você nem percebeu.
O problema não é ter tatuagem. O problema é achar que tatuagem vive separada do resto.
Ela conversa com roupa, cabelo, postura, acessório, pele, idade, trabalho, cidade, repertório. Uma tattoo boa pode ganhar força com camiseta simples. Uma tattoo média pode piorar muito com roupa errada. Uma manga inteira pode parecer arte ou bagunça dependendo do conjunto.
Tatuagem é presença permanente. Por isso a roupa em volta importa.
Quem tem braço tatuado precisa pensar manga, punho, gola, relógio, pulseira, cor, contraste. Preto valoriza. Off-white abre. Verde seco conversa. Boné pode equilibrar. Corrente pode pesar ou fechar. Moletom pode enquadrar.
A franledú. olha para tatuagem como parte do estilo, não como adesivo de personalidade.
O corpo é mídia. A roupa é moldura.